Vermelho Como o Céu, na Itália da década de 70, retrata a batalha de um menino para adaptar-se à perda da visão, enfrentando inclusive os preconceitos da sociedade para ser aceito. A história, baseada em fatos verídicos, esbarra muitas vezes em seqüências óbvias que resultam em um final previsível. Mas o sucesso é preservado pelo “olhar” infantil do protagonista e das outras crianças, que garantem a sensibilidade e beleza do argumento.Há tempos que não ia ao cinema. Tive um período de aversão à telona, por mais que isso soe estranho. Foi um período bem conturbado pelo qual passei há uns dois anos. Desde essa época fiquei meio afastada das salas de cinema e inclusive minha televisão servia mais como um cabide. A retomada apresenta-se deliciosa. Além do belo filme, com uma linguagem simples mas tocante, inaugurei minha carteirinha de estudante. Em meio à polêmica em voga das falsificações, vale lembrar que a minha é verdadeira por estar cursando uma pós-graduação em Jornalismo Cultural.
A efervescência pela qual estou passando, que promete uma guinada diferente em minha vida, tinha que ser brindada com um filme justamente sobre a visão. A simplicidade é o que mais dá certo na fita e a previsibilidade não incomoda. O que fica, e é sempre bom lembrar, é que às vezes precisamos ficar “cegos” para sentir, assim como é preciso sentir para enxergar. Inclusive o óbvio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário