Estava relendo um texto que escrevi há dois anos mais ou menos. Na verdade é um roteiro para uma peça de teatro. Chama-se Coração Selvagem (alusão irrestrita a Clarice Lispector) e fala sobre paixão, loucura, saudade e separação (0u separação e saudade?!) bom... o fato é que tenho ele aqui e depois de dois anos sem lê-lo, voltei a estes escritos. É lindo de ler algo que já foi tão seu e agora parece que tem vida própria. Ainda mais uma história de amor. A parte poética do diálogo abaixo aconteceu. De verdade. E tem o milagre do tempo que faz apagar o passado. Hoje é ficção. E é doce. Por isso fica a vontade de colocar em prática tal roteiro que, apesar de ter mais de 40 versões até esta, ainda requer (acredito) alguns ajustes...***
Ele- Quero ter-te em mim com todas as letras e músicas, com todo calor e vontade, quero ter-te...Simplesmente dentro. Que minha loucura seja perdoada...Porque metade de mim sou eu e a outra metade é o desejo de ser você...
Ela – Sentia um acréscimo de estima, e parecia que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!
Ele - Pelas vias estreitas de um cotidiano avassalador, busco.
Ela - Pelas horas que passam lentas, sinto.
Ele - Lembranças do agora. Paz encontrei-te.
Ela - Desejo do hoje. Paz rever-te.
Ele - Tomar-te nua na alma, espero.
Ela - Entregar-me plena de alma.
Ele - Que teu beijo percorra as entranhas do meu. E assim sejamos nós.
Ela - Bocas unidas, pernas entrelaçadas, nós. E assim sejamos um.
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