E como água que escorre lentamente nas entranhas de uma
nascente, desfaz-se de si para deixar sair o que punge e não brota.
Escorrer com as nascentes para ver brotar verde ao pé da serra e, quem sabe,
uma flor. Muitas vezes espera que um vulcão revolucione novamente sua alma de
tal forma que será impossível conter por tanto tempo o ardor das lavas. Mas ele
vem morno e só evapora o arrepio que sente dentro, calmo e latente. Um pulsar
ritmado de quem não quer mais tempestades e sorve com tranqüilidade o copo
d’água que já basta para matar sua sede. Mentira.
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