Estou descobrindo. Descobrindo para mim, aos pouquinhos. Devagar. Descobrindo e protegendo de tão delicado que é. Desvendando. Com um cobertor quentinho para a descoberta não perder o calor. Descubro no dia-a-dia de uma palavra bem dita e de um silêncio prolongado. De uma atitude, que na maioria das vezes não é mais minha. Descubro em pequenos atos meus de mudança da realidade e aí descanso com a descoberta bem protegida embaixo do edredon. Por enquanto, até que a novidade ganhe o mundo e esqueça seu autor. Como um filho que se desvencilha dos pais para ganhar um caminho próprio. Uma vez li, não sei onde nem de quem, que a arte tem vida própria e que a partir do momento que nasce deixa de ser de quem cria. É isso. Também. Estou meio ausente nesses últimos tempos deste espaço, que descobri ser um espaço onde guardo miudezas que para mim são valiosas. Pequenas porções do que consegue ser dizível. Mas encontro-me em um momento de Fé. De comprovação e reafirmação cada vez maior dessa força maior. E a Fé dialoga com o silêncio, não com as palavras.
É isso. Por enquanto... E sem pressa.
É isso. Por enquanto... E sem pressa.
2 comentários:
Esse silêncio nos coloca em contato com nossa melhor parte, e é realmente de mansinho, sem pressa, sem atropelos
Nossa imensidão é incrivelmente brilhante
Querida Clarissa, sorrisos para os seus dias e leveza nas suas descobertas
bjos
saúdo o teu momento.
que tua fé se estenda além das descobertas.
beijo
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