Uma pessoa saiu de minha vida. Sem querer. Saiu da vida de muita gente aqui neste mundo. E ela não quis. Tão pouco a gente. Mas, mesmo em outro nível de existência, ela ainda existe aqui também. Em corações, em lembranças, em nossos sorrisos, nas nossas conversas, em sonhos e risadas. A dela é tão viva e presente que ainda escuto. Eu queria ter escrito algo sobre ela aqui antes. Mas me faltavam palavras diante do impacto dessa "perda" para todos que a conhecem. Linda, jovem, inteligente e sorridente Erika. Ou simplesmente Keka. Simplesmente. Keka deixa saudade mas deixa também presença. Então, vivamente brinca em meus pensamentos e lembranças e de tão viva me pego rindo com sua risada ou admirada diante de sua graciosidade ao dançar. Erika dança lindamente. A imensa "perda" que foi Erika, me fez pensar em tantas outras pessoas que tinham a eternidade em minha vida e não estão mais. Outro tipo de morte, sabe? Por escolha. E o tempo não espera, nem a vida. O tipo de morte que falo, por querer, vai arrancando do nosso coração as lembranças, as risadas, as danças, as conversas... Porque você sabe que a pessoa ainda está, mas ela não quer ser. Não em sua vida. Numa espécie de proteção natural, você apaga da vida esse alguém, por mais que esse alguém ainda viva em algum lugar deste mundo.
- As pessoas se perdem com muita facilidade neste mundo.
Keka não está, mas sempre vai SER. Numa existência que ultrapassa a real ilusão que é a matéria.
2 comentários:
que lindo Clá!
Beijos
Tá, fiquei com os olhos cheios de lágrimas aqui.
Beijas!
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