Multiplicar poeira de estrela num esfregar de olhos a corar face
quente-rubi. Rubor de acordar desarrumada. Café, pé, pão, chão e assoalho.
Passos que rearranjam um caminho coral e alga marinha. Quente, frio. Quente,
frio. Carmim e azul. Sangue-ar. Rumo de alvoroços silenciosos, ruidosos
sussurros, palavras amenas e não-respostas que (às vezes) perguntam.
[Es]preguiça num gemido-suspiro que arranha a garganta e tateia o ar. O
esfregar de olhos espalha poeira estrela dourada pelo vento-janelaberta. Coração?
Traz no peito-pulso. Baixinho. O suficiente para ouvir que no pulso-veia corre
canção, escritura, liturgia. Desenhos com poeira de estrelas em pergaminho.
Corre sangue-rubi da face quente-rubra. É tempo de frio. Azul e Carmim. Rosto
corado revela quente-dentro. Amanheceu. (www.deseleganciadiscreta.com)
Eu não sou um
intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida. As
palavras são sons transfundidos de sombras que se entrecruzam desiguais,
estalactites, renda, música transfigurada de órgão. (C.L.)
Rejubilam-se nossas coronárias. Rejubilo-me.
Na noite navegada, e rio, rio, e remendo.
Meu casaco rosso tecido de açucena.
Se dedutiva e líquida, a Vida é plena. (H.H.)
Na noite navegada, e rio, rio, e remendo.
Meu casaco rosso tecido de açucena.
Se dedutiva e líquida, a Vida é plena. (H.H.)
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*É bom deixar um pouco de ternura
e encanto indiferente de herança,
em cada lugar. (C.M.)
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