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16 agosto, 2008

O sal do mar

Tinha no mar seu tom, no olhar uma estrela, e lua na pele. Ela era morena azul giz e brilhava concha dourada. Brincava de água quando dançava nas ondas. Era madrugada. Ela era madrugada. Aquela hora em que a noite parece ter preguiça de despertar e o sol vai chegando, de mansinho, enquanto a lua resiste alta e iluminada. Ela era a curva da lua e tinha sua magia. rodopiava até ficar tonta e, depois, afundava os pés na beira d’água. Via, pouco a pouco, serem encobertos pela areia que dissolvia com a onda. Ficava assim por instantes longos, até que fincasse raiz na praia. Sua raiz estava no mar. Sua mais forte veia, seu alimento e seu sal. A lágrima.

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