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22 fevereiro, 2009

Lá é Primavera ...


Um amigo de Primavera está lançando um jornal tablóide e me convidou para escrever artigos na publicação. Fiquei muito feliz e honrada com o convite e com a minha estréia como "articulista" acontecer em um jornal de Primavera. Explico: Primavera me inspira sonhos. A história da cidade não é tão azul assim. E um dia eu conto. Por enquanto, cá está o artigo de estréia. Como terá apenas versão impressa, resolvi reproduzir o texto e o espelho do jornal enviado por ele a mim. Em tempo: Obrigada, Luiz Fernando e muito sucesso ao Manifesta!


Um tempo bom


“(...) Lá é Primavera / Portas e janelas ficam sempre abertas para a sorte entrar / Em todas as mesas, pão / Flores enfeitando / Os caminhos, os vestidos, os destinos (...)”

É assim. Desde que conheci – por fotos – a cidade de Primavera, é assim que penso neste local de nome tão singular. Sei – por fatos – que nem tudo são flores em Primavera. Mas, quando se vive em uma cidade como São Paulo, Primavera ganha magia. A gigantesca metrópole paulistana, guardadas as suas virtudes, revela-se esmagadora. Em sua correria, em sua paisagem cinza de enormes construções e na intensa atividade. Impessoalidade. Miséria e riqueza caminham juntas, na contramão. Neste momento do texto detenho-me. Não quero falar de São Paulo. Não agora. Quero falar da primavera. A estação. Em seu principal aspecto, a primavera representa o renascimento da flora e da fauna. Na História, os períodos áureos da humanidade são identificados com esta estação. Culturalmente, é hábito dizer que se completa mais uma primavera na data de aniversário – seja qual for o dia do ano da celebração. Primavera sugere, portanto, esperança. É com esta esperança que vejo a cidade de vocês. Com esperança vejo também iniciativas como esta do Jornal Manifesta, para o qual me sinto honrada em escrever. Uma esperança primaveril: de renascimento, de encanto e de novas possibilidades. Um horizonte. A ser contemplado algum dia em Primavera. Rodeada de suas cores e de sua gente. Repleta da esperança que a cidade em mim desperta. É assim.



Por Clarissa Olivares

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