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09 março, 2009

o mar serenou

O mar abriu as ondas. E ela estava lá. Pra ver os seus mistérios. Cantar com yemanjá. Sonho de um dia sereia. Seria o sangue da veia. Do mar, (ser)tão infinito. Que toca o horizonte e o sol. O único a unir-se ao céu. O primeiro a beijar a manhã. Cantando com as ondas que guardam. Segredos de Itapuã. Secreta morena calada. Que banha-se na madrugada. Em sua pequena coragem. De desvendar os milagres. Daquele que o sentir explica. Do que sempre é e não diz. Do mar que se tem por grandeza. E guarda o que quer e o que quis. Garrafas de náufragos. Criaturas da natureza. Seu ar banha-se no sal. O mar tira todo o mal. E leva para queimar ao sol. Do entardecer no farol. Vigília dos que por suas águas. Guiam a seus guias as mágoas. O mar ser(tão) infinito. Guarda em tempestades os gritos. E em serenidades a paz.

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