Páginas

06 março, 2009

Um que tenha

A palavra inspiração, do latim inspiratione, significa o ato ou efeito de inspirar ou ser inspirado, sugestão ou o entusiasmo criador. Responsável por criações artísticas no campo da música, da pintura, ou da arquitetura – só como exemplo – a inspiração traz outra cor para a vida de quem a tem. Aliás, a vida inunda-se de uma gama infinita de cores que nem sequer imaginávamos existir. É perfeitamente possível identificar o seu cheiro em paixões, amores, viagens, trabalhos que renovam o ar dos pulmões. Mas, como encontrar essa tal inspiração no cotidiano comum de todo ser humano, esmagado pela rotina. Escutar uma música, ler um livro, ver um filme? Nem sempre dá certo. É certo que a arte salva e renova, mas o estímulo à criação é ainda mais sutil. É intrínseco. E essa sutileza em que se encontra a dona inspiração nem sempre é percebida ou nem sempre é realmente sentida. Okay. Concordo que viver incessantemente inspirado deve ser devastador, não há cristão (nem pagão) que agüente. A inspiração mexe com todos os sentidos de forma tal que seria estressante. Será? Talvez seja apenas uma desculpa para confortar a falta dessa entusiasmada companheira. E como não consigo sentir sua presença ando procurando um que tenha. Aliás, o título e a inspiração para esse texto veio de um blog inspiradíssimo que vocês podem encontrar nos links ao lado. É. Veio emprestada a tal inspiração. Caiu como uma luva. Ultimamente não consigo achar nada que tenha, nem alguém que tenha ou até mesmo um que tenha. Sim, eu sei. É chato e – acima de tudo – monótono.

Nenhum comentário: